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terça-feira, 29 de julho de 2014

Matizes realiza 10ª Semana do Orgulho de Ser


lay out banner“Paz sem voz não é paz, é medo”: esse é o tema da 10ª Semana do Orgulho de Ser, evento realizado todos os anos pelo Grupo Matizes. Em 2014, as atividades acontecem entre os dias 10 e 17 de setembro, com uma programação bastante rica e variada.
O tema do evento remete aos recentes atos de violência contra população LGBT, a exemplo do caso da travesti Makelly Castro, encontrada morta no Distrito Industrial de Teresina, na manhã do dia 18 de julho.
Carmem Ribeiro, coordenadora do Matizes, explica que os versos do Rappa, foram escolhidos como tema da Semana para indicar que a luta do Matizes é pela paz, mas essa conquista pressupõe coragem e intrepidez na luta diária pela igualdade. “Essa conjuntura de violência, ao mesmo tempo que nos assusta, encoraja-nos a seguir firmes na luta pela igualdade de direitos.
A Semana conta com diversas atividades em defesa dos Direitos Humanos e incentiva discussões para a criação de políticas públicas em defesa de LGBT e outros grupos socialmente inferiorizados. Palestrantes nacionais estarão em Teresina para debater temas ligados aos direitos humanos. “É o maior evento LGBT do Estado, serve para reafirmarmos nossos direitos”, afirma Carmem Ribeiro.
Entre os participantes do evento, um dos mais esperado é o escritor João Nery, que  fará o lançamento de seu livro intitulado “Viagem Solitária – Memórias de um transexual trinta anos depois”. Na obra, ele narra a infância triste e confusa do menino tratado como menina, a adolescência transtornada, iniciada com a ‘monstruação’ e o crescimento dos seios, o processo de autoafirmação e a paternidade.
Durante sua estada em Teresina, João também ministrará palestra com o título  transexualidade, desconstrução de corpos e gêneros.
JOÃO-NERY-3
O escritor João Nery
Veja abaixo programação da Semana do Orgulho de Ser:
ATIVIDADES DA FASE DE MOBILIZAÇÃO
29 de agosto
19h – Sexta Nagô – Em homenagem ao Dia da Visibilidade Lésbica – Memorial Zumbi dos Palmares
03 de setembro
18h – Cinesex – Filme: XXY – Auditório da FACIME/UESPI
08 de setembro
18h – Cinesex – Filme: Normal – Auditório da FACIME/UESPI
19h às 21h - Intervenção Artística – Vivenciando a Arte de fazer Graffiti - SanatielCosta  - Grafiteiro  - Coordenação: Profa. Msc. Janaína Parentes Fortes Costa Ferreira (UESPI) – Laboratório de Artes Poeta Torquato Neto/UESPI
09 de setembro
19h às 21h - Intervenção Artística – Vivenciando a Arte de fazer Graffiti - SanatielCosta  - Grafiteiro  - Coordenação: Profa. Msc. Janaína Parentes Fortes Costa Ferreira (UESPI) – Laboratório de Artes Poeta Torquato Neto/UESPI
PROGRAMAÇÃO DA 10ª SEMANA DO ORGULHO DE SER
10 de setembro
8h às 12h – Oficina – A política de proteção social e a população LGBT no município de Teresina– Facilitadoras: Marfisa Mota e Iracilda Braga  –Auditório da SEMTCAS  – (Parceria com SEMTCAS)
9h30min às 12h30min – Mesa-coordenada – GRAFFITI: diálogo estampado de cores - Embates Político-Culturais entre o Estado policial, o mercado e a arte – Palestrantes: Profª MsC. Janaína Parentes Fortes Costa Ferreira (UESPI), Jéssika Silva Teixeira e Italo Felipe Cury (Graduandos do Curso de Direito (UESPI) - Mediadora:Profª Msc. Samária Andrade (UESPI) –Auditório do Palácio Pirajá  – UESPI (Parceria com a UESPI)
 Documentário GRAFFITI - Diálogo estampado de Cores”
 Apresentação Doc. Vídeo  da Intervenção Artística de Sanatiel Costa
 Apresentação ao público da Intervenção Artística de Sanatiel Costa  - Laboratório de Artes Poeta Torquato Neto (UESPI)
19h – Show de abertura da 10ª Semana do Orgulho de Ser – Local: Espaço Cultural Osório Jr(Parceria com a Fundação Cultural do Piauí – FUNDAC)
 10 a 12 de setembro
I MOSTRA DE FOTOGRAFIAS: MOVIMENTOS SOCIAIS E ASSENTAMENTOS – Jardim
Externo do Palácio Pirajá  – UESPI (Parceria com a UESPI)
11 de setembro
8h às 12h – Roda de Conversa – A política de proteção social e a população LGBT no município de Teresina – Coordenadoras: Marfisa Mota e Iracilda Braga  –Auditório da SEMTCAS  – (Parceria com SEMTCAS)
9 às 12h - Mesa Coordenada:
- Saúde integral de mulheres lésbicas e  bissexuais – Profª Drª Andrea Cronemberger Rufino (UESPI)
-Prevenção de DST’s/AIDS e câncer do colo uterino no sexo entre mulheres -  Sérgia Patrícia Braga Oliveira   (Presidente da Sociedade Piauiense de Citopatologia)
Mediadora: Profª Drª Edileusa Maria Lucena Sampaio ( UESPI) – Auditório do Palácio Pirajá  – UESPI (Parceria com a UESPI)
14h - Seminário: Segurança Pública sem homofobia – Mário de Carvalho Leony (Delegado de Polícia Civil de Sergipe, membro da Rede Nacional de Operadores de Segurança Pública LGBT) - (em parceria com a Secretaria de Justiça do Piauí)
14h - Palestra: Bissexualidade e Bifobia: hora de descer do muro – Fernanda Coelho (Membro do Coletivo Bil; Presidente da Comissão Especial de Diversidade Sexual da OAB  de Ipatinga-MG; Presidente da Comissão Estadual de Direito Homoafetivo do IBDFAM/MG) – Local: UFPI (Parceria com o DCE/UFPI)
16h - Oficina: Combate à LGBT na UFPI: por onde começar? - Facilitador (a): Coordenação de Combate às Opressões do DCE da UFPI (Parceria com o DCE/UFPI)
16h30min - Debate: Estatuto da Diversidade Sexual: direitos LGBT para além dos Tribunais –Fernanda Coelho (Membro do Coletivo Bil; Presidente da Comissão Especial de Diversidade Sexual da OAB  de Ipatinga-MG; Presidente da Comissão Estadual de Direito Homoafetivo do IBDFAM/MG) e Ana Carolina Magalhães Fortes (advogada do Matizes, membro da Comissão de Diversidade Sexual da OAB/PI)

18h30min - Palestra: Transexualidade, desconstrução de corpos e gêneros – João W. Nery (RJ)

20h – Lançamento do livro Viagem Solitária – Memórias de um transexual 30 anos depois,  de João W. Nery

19h Intervenção Cultural “Pra Sair do Armário” -
- Local: Anfiteatro do CCE/UFPI (Parceria com o DCE/UFPI)
 12 de setembro
  I COLÓQUIO SOBRE SAÚDE, SEXUALIDADE E DIVERSIDADE SEXUAL –  UNINOVAFAPI
07:40 as 08:00 – Abertura
08:00 as 08:40 – Apresentação da pesquisa sobre Saúde Sexual de Mulheres Lésbicas e Bissexuais no Brasil (Profª Drª Andrea Rufino – UESPI)
08:40 as 09:40 – MESA DE DEBATE “ Saúde, Sexualidade e Diversidade Sexual”
Palestrantes: Profº Dr. Francisco de Oliveira Barros Júnior – UFPI
Profª Dra. Andréa Rufino – UESPI
Profª Doutoranda Adélia Dalva da Silva Oliveira – UNINOVAFAPI
Profª MsC. Maria da Consolação Pitanga de Sousa – UNINOVAFAPI
09:40 as 10:10 – Debate
10:10 as 12:00 – Apresentação de vídeo sobre o tema
 9 às 11h – Mesa Coordenada -  A defesa dos animais em debate: uma luta de todos –  RoseliPizzigati Klein - UFPI (Médica Veterinária/UFPI e Diretora Técnica da APIPA – Associação Piauiense de Proteção e Amor aos Animais); Juliana Paz  ( Advogada voluntária da APIPA);  Lina Maria Santana Fernandes (Professora da UESPI e IFPI e voluntária da APIPA) - Mediadora: Profª  Drª Bárbara Olímpia Ramos de Melo (UESPI)- Auditório do Palácio Pirajá  – UESPI (Parceria com a UESPI)
11h  - Performance Teatral  - Grupo de Teatro da UESPI  –  Coordenação: Profª Valderez Alves de Carvalho Costa - Jardim Externo do Palácio Pirajá  – UESPI (Parceria com a UESPI)
16h - Mesa-redonda: Direitos trans em debate – Ana Carolina Magalhães Fortes (advogada, membro da Comissão de Diversidade Sexual da OAB/PI), Daiane Caroline e Pâmela Laurentina (Grupo de Estudos Sexualidade, corpo e gênero -SexGen)
19h – Sexta Nagô – Memorial Zumbi dos Palmares
13 e 14 de setembro
Feira Cultural da Diversidade – Local: Ponte Estaiada
14 de setembro
SHOW DA DIVERSIDADE  (com artista nacional) - Local: Ponte Estaiada
15  de setembro a 17 de setembro
7ª Semana Universitária do Amor de Iguais – Auditório Noé Mendes (em parceria com a Coordenação de Ciências Sociais da UFPI/Projeto Cajuína Sociológica)
 15  de setembro
16h - Palestra: Mídia, Direitos Humanos e a invisibilidade social – Márcia de Almeida (Jornalista, editora do Site Em dia com a cidadania – RJ)
18h – Tela sociológica– Mostra “O amor de iguais – Filme: O tempo que resta
16  de setembro
16h - Palestra: A igualdade dos desigualmente divididos: uma análise semântica dos votos que reconheceram as uniões homoafetivas como instituto jurídico  – Joana D’arc Rodrigues da Costa (doutoranda em Estudos Linguísticos – UFMG)
 18h – Tela sociológica– Mostra “O amor de iguais – Filme: Contracorrente
 17  de setembro
9h - Debate: Amor e sexo fazem parte do show da terceira idade  – Debate com professores do PTIA – Programa da Terceira Idade em Ação da UFPI
 15 de setembro

9h - Palestra: Defesa e proteção dos animais: o que eu tenho a ver com isso? – Heron Santana (Promotor de Justiça do Meio Ambiente em Salvador/BA,  professor de Direito Ambiental e Direito Constitucional da Graduação e da Pós-graduação do Curso de Direito da UFBA)
16 de setembro
- Realização de teste rápido – Local: Universidade Estadual do Piauí – Campus Clóvis Moura (Parceria com a Coordenação Estadual de Doenças Transmissíveis e UESPI)
- Vacinação contra hepatite B – Local: Penitenciária Feminina de Teresina – (Parceria com a Coordenação Municipal de DST/AIDS e Hepatites Virais)
14h – Oficina: Do armário para as ruas: colorindo a universidade – Facilitadores: Setorial LGBT do RUA – Juventude Anticapitalista (Parceria com o Coletivo RUA – Juventude Anticapitalista)
Palestra:  Sociedade de silêncio – Márcia de Almeida (Jornalista, editora do Site “Em dia com a cidadania – RJ)
17 de setembro
19h – Show de Encerramento da 10ª Semana do Orgulho de Ser – Show “Divas Trans” (homenagem às artistas trans dos anos 90) – Local: Espaço Cultural Osório Jr. (Parceria com a Fundação Cultural do Piauí – FUNDAC)

FONTE:teresinadiario.com

domingo, 29 de junho de 2014

No Dia Internacional do Orgulho GLBT, Matizes cobra por mais segurança

Da Redação do Portal AZ

As entidades que lutam em defesa dos Direitos Humanos da população LGBT (lésbicas, gays, travestis, transexuais e transgêneros) comemoram neste sábado (28) o Dia Internacional do Orgulho LGBT. A data é símbolo das conquistas e avanços sociais do movimento.

O Dia Internacional do Orgulho LGBT também é um alerta à sociedade, para denunciar o preconceito e a discriminação contra os homossexuais. As recentes ameaças de morte e, até mesmo, casos de assassinatos de gays têm preocupado as entidades, que clamam por mais segurança.

Segundo o Grupo Matizes, desde o início deste ano já foram registradas seis mortes de homossexuais em várias cidades do Piauí. A mais recente aconteceu no município de São Raimundo Nonato, onde o estudante José dos Santos Pereira Viana, de 26 anos, foi esfaqueado até a morte.

Marinalva Santana (foto), que foi ameaçada de morte através de um perfil falso em uma rede social, cobra mais segurança do Estado e exige que os crimes sejam apurados e que os culpados sejam punidos. “Repudiamos qualquer tipo de violência, por isso, estamos nos articulando com o Poder Público para que esses criminosos sejam presos o mais breve possível”, afirma a coordenadora de Assuntos Institucionais do Grupo Matizes.

A coordenadora ressalta ainda, que a data é bastante relevante para os LGBTs, pois reforça que a livre orientação sexual é um direito de todos. “A diversidade é uma dádiva. Portanto, este é o momento de reflexão sobre a nossa história e de mostrar o quanto somos orgulhos da nossa sexualidade”.

Sobre a data

A comemoração marca a “Rebelião de Stonewall”, que teve início no dia 28 de junho 1969, na cidade de Nova Iorque, quando um grupo de homossexuais, cansados de serem agredidos por policiais, reagiram e venceram um violento conflito com as autoridades. Desde então, as entidades LGBT comemoram a data em todo mundo, o que originou as paradas da diversidade e paradas do orgulho gay.

terça-feira, 24 de junho de 2014

Candidato a governador do Piauí compromete-se com políticas a favor de LGBTS

O senador Wellington Dias (PT) é o primeiro pré-candidato majoritário ao Governo do Estado a assinar carta compromisso para, caso seja eleito, implementar ações e políticas públicas em favor da população LGBT do Piauí, estimada em 300 mil pessoas.


A assinatura ocorreu durante reunião com o Grupo Matizes, entidade responsável pela elaboração da Carta compromisso. Ao assinar o documento, o candidato se compromete a desenvolver ações nas áreas de saúde, educação, segurança pública. Destacam-se os seguintes compromissos:


1) Recriação de uma coordenadoria de Direitos Humanos, com orçamento próprio e quadro de pessoal técnico, preenchido através de concurso público;


2) Criação do Conselho Estadual LGBT;


3) Observância, pelo Poder Executivo, de toda a Legislação Estadual que reconhece LGBT como sujeitos de direitos.


A Coordenadora Geral do Matizes, Carmen Ribeiro, explica que a entidade submeterá a Carta Compromisso à apreciação de todos os candidatos a cargos eletivos no Estado, nas eleições de 2014.


"Esperamos ter a adesão de diversos candidatos. À medida que forem ocorrendo as assinaturas, divulgaremos os nomes de todos aqueles que assumirem o compromisso de defender propostas em prol da cidadania LGBT", afirma Carmen.

Por Marinalva Santana
Em 24/06/14, 10:59

Matizes e UESPI realizam 1º Colóquio sobre Saúde de Mulheres Lésbicas e Bissexuais

Marque na sua agenda: na quarta-feira (25), a partir das 19h, acontece o 1º Colóquio sobre Atenção Integral à Saúde de Mulheres Lésbicas e Bissexuais. O auditório da FACIME será o palco do evento, coordenado pela Profª Drª Andrea Rufino (UESPI).

O Colóquio é uma realização da UESPI (através dos Núcleos Corpo e Sexualidade e Núcleo de Estudos e Pesquisa na Saúde da Mulher) e do Grupo Matizes.

Segundo a Profª Drª Andrea Rufino (UESPI) a iniciativa promove o encontro entre o meio acadêmico,  a gestão em saúde no estado do Piauí e o segmento de lésbicas e mulheres bissexuais, visando contribuir para a construção e implementação de políticas públicas de saúde para as mulheres lésbicas e bissexuais.

O Colóquio é aberto à participação de qualquer pessoa interessada. Não há taxa de inscrição.

Veja a programação:

19h -  Apresentação da Pesquisa sobre saúde sexual de mulheres lésbicas e bissexuais no Brasil -  Profª Drª Andréa Rufino (UESPI)

19h30min - Vulnerabilidade das mulheres lésbicas e bissexuais ao HIV e DSTs - Ana Maria Veloso (Ginecologista/ Professora da UNINOVAFAPI)

19h50min - Vulnerabilidade das mulheres lésbicas e bissexuais ao HPV e câncer do colo uterino. Necessidade de coleta de colpocitologia oncótica? – Sérgia Oliveira ( Presidente da Associação Piauiense de Patologia do Trato genital Inferior e Colpocopia)

20h10min - Humanização no atendimento - Profa. Msc. Maria das Dores Sousa Nunes (Fundação Municipal de Saúde)

20h30min - Acesso às técnicas reprodutivas –  Lyzianne Bona (Ginecologista e especialista em Reprodução Humana)

20h50min - debate

Por Marinalva Santana
Em 21/06/14, 07:26

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Delegacia de DH participará da apuração de homicídios de natureza homofóbica

Prezad@s,
encaminhamos anexa portaria da lavra da Delegacia Geral da Polícia Civil. Vejam o Parágrafo Único do Art. 1º. É
uma resposta a uma das reivindicações nossa, reiterada na última reunião que tivemos com o Secretário de Segurança Pública do Piauí.
Saudações matizianas,
 
 
 
 
 
 
 

domingo, 15 de junho de 2014

Matizes no Encontro Nacional de Arte e Cultura LGBT

O  Matizes participou do I Encontro Nacional de Arte e Cultura LGBT realizado pela Prefeitura de Niterói  com apoio do Ministério da Cultura e do Grupo Diversidade de Niterói. O evento   reuniu  ativistas, representantes do poder público, artistas e pesquisadores para refletir sobre o cenário da cultura LGBT no país  e pensar os conceitos desta cultura para potencializar a ação política e social em defesa de um Brasil sem homo-lesbo-transfobia bem como promover a ética e a convivência na Diversidade Cultural.

O representante do Matizes, Herbert Medeiros, estava presente no evento para participar da arena “Territórios e Trajetórias”. Este espaço representou um momento para compartilhar e debater  as vivências, as práticas, os saberes e conhecimentos envolvendo as interações dos sujeitos lgbts, em suas múltiplas identidades e performances, dentro das territorialidades urbanas.  Os debatedores destacaram a pedagogia crítica, o caráter questionador da homocultura  e a ressignificação da práticas socioculturais como estratégias  de luta e  afirmação da cidadania  e valorização da liberdade de expressão sexual.

O ativista do Matizes ressaltou em seu discurso a caminhada do grupo, em parceria com outros atores/atrizes sociais, para colocar na agenda pública de Teresina o debate e a proposição de políticas públicas que garantam aos lgbts o exercício de seus direitos e  a liberdade de vivência das suas afetividades e sexualidades.

Herbert Medeiros enfatizou ainda  o valor de transformação cultural possibilitado pela Semana do Orgulho de Ser, ação desenvolvida há 10 anos pelo Matizes e parceiros,  para enfrentar a homo-lesbo-transfobia social e institucional em Teresina. Através de debates, oficinas, lançamento de livros, cartilhas, capacitação de servidores(as) públicos, mostra de filmes, participação de pesquisadores das sexualidades, o evento semeia novos olhares sobre o universo lgbt, favorecendo a conquista de direitos e cidadania.

FOTOS DO I ENCONTRO NACIONAL DE ARTE E CULTURA LGBT









Em 15/06/14, 10:41

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Cursos de medicina no Brasil falam pouco sobre orientação sexual

Foto: Professora da UESPI em VEJA.com: professores de medicina do Brasil falam pouco sobre homossexualidade http://bit.ly/1paDKBE

O site da Revista Veja entrevistou a professora de Medicina da UESPI, Andrea Cronemberg Rufino, sobre  pesquisa feita pela Universidade Estadual do Piauí (Uespi) e pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e publicada na edição deste mês (maio/2014) na revista científica The Journal of Sexual Medicine.

O estudo mostra que a maioria dos professores das faculdades de medicina brasileiras aborda temas relacionados à sexualidade em algum momento do curso. No entanto, os conteúdos destacam principalmente os aspectos biológicos e orgânicos, como as doenças sexualmente transmissíveis.

Confira a matéria completa: http://bit.ly/1paDKBE
Andrea Cronemberger Rufino

Pesquisa aponta que minoria dos professores de medicina inclui temas como homossexualidade ou violência sexual em suas disciplinas

Vivian Carrer Elias
Orientação sexual: Professores de faculdades médicas pouco abordam homossexualidade ou bissexualidade em suas aulas
Orientação sexual: Professores de faculdades médicas pouco abordam homossexualidade ou bissexualidade em suas aulas (Thinkstock)
A maioria dos professores das faculdades de medicina brasileiras aborda temas relacionados à sexualidade em algum momento do curso. Eles, no entanto, destacam principalmente os aspectos biológicos e orgânicos, como as doenças sexualmente transmissíveis. Apenas uma pequena parte inclui assuntos como homossexualidade, violência sexual e homofobia nas disciplinas.
CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Sexuality Education in Brazilian Medical Schools

Onde foi divulgada: periódico The Journal of Sexual Medicine

Quem fez: Andrea Cronemberger Rufino, Alberto Madeiro e Manoel João Batista Castello Girão

Instituição: Universidade Estadual do Piauí e Universidade Federal de São Paulo

Resultado: Em aulas sobre temas ligados à sexualidade, professores das faculdades de medicina brasileira abordam mais aspectos biológicos e orgânicos. Poucos tratam do viés cultural e social do tema.
Essa é a constatação de uma pesquisa feita na Universidade Estadual do Piauí (Uespi) e pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e publicada na edição deste mês da revista científica The Journal of Sexual Medicine. O estudo mostra que apenas 15% dos professores de medicina do país falam sobre homofobia em algum momento do curso, enquanto 88%% abordam o impacto das doenças e hábitos sexuais na vida dos pacientes.
Os autores do trabalho submeteram um questionário a 207 docentes de 110 faculdades de medicina ao redor do Brasil. A maioria dos entrevistados ministrava aulas de ginecologia, urologia, psiquiatria e psicologia médica, que são as principais disciplinas que abordam a sexualidade nas universidades.
Dos entrevistados, 93,5% afirmaram tratar de sexualidade em suas aulas em algum momento do curso — principalmente no terceiro e quarto anos e em disciplinas clínicas, como ginecologia ou urologia. Por outro lado, apenas 3% ministram uma disciplina específica sobre sexualidade.
Assuntos — Quando questionados sobre quais temas relacionados à sexualidade incluíam em suas aulas, os professores disseram abordar principalmente aspectos biológicos. A maioria tratou do impacto de doenças na vida do paciente (88%); mecanismos do corpo envolvidos na relação sexual (78%); disfunção sexual (76%); e doenças sexualmente transmissíveis e aids (66%). A minoria trata de homofobia (15%); bissexualidade (36%); homossexualidade (47%) e violência sexual (47%).
"Encontramos um número alto de professores que falam sobre sexualidade em suas aulas. Isso foi uma surpresa para mim. Eu imaginava que o assunto fosse menos abordado", disse ao site VEJA a coordenadora do estudo, Andrea Rufino, professora de ginecologia e pesquisadora do Núcleo de Pesquisa e Extensão em Saúde da Mulher da Uespi. "Mas o olhar dos professores para a sexualidade ainda é muito biológico e pouco voltado para aspectos culturais e sociais do tema."
Diálogo — Segundo Andrea Rufino, não abordar esses aspectos da sexualidade nos cursos de medicina pode ter uma série de impactos negativos. "Os alunos saem da faculdade despreparados para conversar com seus pacientes e se sentem constrangidos em perguntar sobre a vida sexual deles. Os cursos de medicina devem ensiná-los desde o início a abordar o tema de uma forma tranquila e acolhedora", afirma.
Muitas vezes, a orientação sexual do paciente ou o fato de ele já ter sido vítima de violência sexual ou homofobia podem ser determinantes na hora de um médico aconselhar um tratamento, indicar uma abordagem para prevenção de doenças ou solicitar determinados exames. "Por exemplo, a forma de conduzir um exame ginecológico pode ser diferente entre uma paciente que mantém relações sexuais com outra mulher em comparação a mulheres que se relacionam com homens ou que já tiveram filhos", diz Andrea.
"O médico precisa considerar a possibilidade de o paciente não ser heterossexual. Se o médico não pergunta ou não deixa o indivíduo à vontade, o paciente acaba não falando sobre sua orientação sexual."
Atendimento — Outra situação em que a sexualidade deve ser abordada no consultório médico é quando o profissional recomenda o uso da pílula anticoncepcional. "Poucos professores ensinam a seus alunos sobre o significado cultural da pílula. Eles devem dizer que o método representa um direito reprodutivo e sexual da mulher, que a deixa livre para decidir quando quer engravidar", diz. "Muitas jovens têm medo de usar anticoncepcional ou possuem tabus em relação à pílula."
Segundo a pesquisadora, sociedades médicas internacionais recomendam que a sexualidade seja abordada durante todo o curso de medicina e por disciplinas variadas, que devem comunicar-se entre si. "É preciso falar de todos os aspectos da sexualidade, desde a sexualidade em crianças e adolescentes até a orientação sexual dos pacientes. Isso diminuiria o preconceito e melhoraria o acesso de grupos minoritários, como os homossexuais, a um atendimento médico adequado", diz.

FONTE REVISTA VEJA