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terça-feira, 26 de abril de 2011

Carta do Deputado Jean Wyllys - uma ode ao estado Laico


Em primeiro lugar, quero lembrar que nós vivemos em um Estado Democrático de Direito e laico. Para quem não sabe o que isso quer dizer, “Estado laico”, esclareço: O Estado, além de separado da Igreja (de qualquer igreja), não tem paixão religiosa, não se pauta nem deve se pautar por dogmas religiosos nem por interpretações fundamentalistas de textos religiosos (quaisquer textos religiosos). Num Estado Laico e Democrático de Direito, a lei maior é a Constituição Federal (e não a Bíblia, ou o Corão, ou a Torá).
Logo, eu, como representante eleito deste Estado Laico e Democrático de Direito, não me pauto pelo que diz A Carta de Paulo aos Romanos, mas sim pela Carta Magna, ou seja, pelo que está na Constituição Federal. E esta deixa claro, já no Artigo 1º, que um dos fundamentos da República Federativa do Brasil é a dignidade da pessoa humana e em seu artigo 3º coloca como objetivos fundamentais a construção de uma sociedade livre, justa e solidária e a promoção do bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação. A república Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos princípios da prevalência dos Direitos Humanos e repúdio ao terrorismo e ao racismo.

Sendo a defesa da Dignidade Humana um princípio soberano da Constituição Federal e norte de todo ordenamento jurídico Brasileiro, ela deve ser tutelada pelo Estado e servir de limite à liberdade de expressão. Ou seja, o limite da liberdade de expressão de quem quer que seja é a dignidade da pessoa humana do outro. O que fanáticos e fundamentalistas religiosos mais têm feito nos últimos anos é violar a dignidade humana de homossexuais.

Seus discursos de ódio têm servido de pano de fundo para brutais assassinatos de homossexuais, numa proporção assustadora de 200 por ano, segundo dados levantados pelo Grupo Gay da Bahia e da Anistia Internacional. Incitar o ódio contra os homossexuais faz, do incitador, um cúmplice dos brutais assassinatos de gays e lésbicas, como o que ocorreu recentemente em Goiânia, em que a adolescente Adriele Camacho de Almeida, 16 anos, que, segundo a mídia, foi brutalmente assassinada por parentes de sua namorada pelo fato de ser lésbica. Ou como o que ocorreu no Rio de Janeiro, em que o adolescente Alexandre Ivo, que foi enforcado, torturado e morto aos 14 anos por ser afeminado.

O PLC 122 , apesar de toda campanha para deturpá-lo junto à opinião pública, é um projeto que busca assegurar para os homossexuais os direitos à dignidade humana e à vida. O PLC 122 não atenta contra a liberdade de expressão de quem quer que seja, apenas assegura a dignidade da pessoa humana de homossexuais, o que necessariamente põe limite aos abusos de liberdade de expressão que fanáticos e fundamentalistas vêm praticando em sua cruzada contra LGBTs.

Assim como o trecho da Carta de Paulo aos Romanos que diz que o “homossexualismo é uma aberração” [sic] são os trechos da Bíblia em apologia à escravidão e à venda de pessoas (Levítico 25:44-46 – “E, quanto a teu escravo ou a tua escrava que tiveres, serão das gentes que estão ao redor de vós; deles comprareis escravos e escravas…”), e apedrejamento de mulheres adúlteras (Levítico 20:27 – “O homem ou mulher que consultar os mortos ou for feiticeiro, certamente será morto. Serão apedrejados, e o seu sangue será sobre eles…”) e violência em geral (Deuteronômio 20:13:14 – “E o SENHOR, teu Deus, a dará na tua mão; e todo varão que houver nela passarás ao fio da espada, salvo as mulheres, e as crianças, e os animais; e tudo o que houver na cidade, todo o seu despojo, tomarás para ti; e comerás o despojo dos teus inimigos, que te deu o SENHOR, teu Deus…”).

A leitura da Bíblia deve ensejar uma religiosidade sadia e tolerante, livre de fundamentalismos. Ou seja, se não pratica a escravidão e o assassinato de adúlteras como recomenda a Bíblia, então não tem por que perseguir e ofender os homossexuais só por que há nela um trecho que os fundamentalistas interpretam como aval para sua homofobia odiosa.

Não declarei guerra aos cristãos. Declarei meu amor à vida dos injustiçados e oprimidos e ao outro. Se essa postura é interpretada como declaração de guerra aos cristãos, eu já não sei mais o que é o cristianismo. O cristianismo no qual fui formado – e do qual minha mãe, irmãos e muitos amigos fazem parte – valoriza a vida humana, prega o respeito aos diferentes e se dedica à proteção dos fracos e oprimidos. “Eu vim para que TODOS tenham vida; que TODOS tenham vida plenamente”, disse Jesus de Nazaré.

Não, eu não persigo cristãos. Essa é a injúria mais odiosa que se pode fazer em relação à minha atuação parlamentar. Mas os fundamentalistas e fanáticos cristãos vêm perseguindo sistematicamente os adeptos da Umbanda e do Candomblé, inclusive com invasões de terreiros e violências físicas contra lalorixás e babalorixás como denunciaram várias matérias de jornais: é o caso do ataque, por quatro integrantes de uma igreja evangélica, a um centro de Umbanda no Catete, no Rio de Janeiro; ou o de Bernadete Souza Ferreira dos Santos, Ialorixá e líder comunitária, que foi alvo de tortura, em Ilhéus, ao ser arrastada pelo cabelo e colocada em cima de um formigueiro por policiais evangélicos que pretendiam “exorcizá-la” do “demônio”.

O que se tem a dizer? Ou será que a liberdade de crença é um direito só dos cristãos?

Talvez não se saiba, mas quem garantiu, na Constituição Federal, o direito à liberdade de crença foi um ateu Obá de Xangô do Ilê Axé Opô Aforjá, Jorge Amado. Entretanto, fundamentalistas cristãos querem fazer uso dessa liberdade para perseguir religiões minoritárias e ateus.

Repito: eu não declarei guerra aos cristãos. Coloco-me contra o fanatismo e o fundamentalismo religioso – fanatismo que está presente inclusive na carta deixada pelo assassino das 13 crianças em Realengo, no Rio de Janeiro.

Reitero que não vou deixar que inimigos do Estado Democrático de Direito tente destruir minha imagem com injúrias como as que fazem parte da matéria enviada para o Jornal do Brasil. Trata-se de uma ação orquestrada para me impedir de contribuir para uma sociedade justa e solidária. Reitero que injúria e difamação são crimes previstos no Código Penal. Eu declaro amor à vida, ao bem de todos sem preconceito de cor, raça, sexo, idade e quaisquer outras formas de preconceito. Essa é a minha missão.

Jean Wyllys (Deputado Federal pelo PSOL Rio de Janeiro)


10ª Parada da Diversidade - dia 26 de agosto de 2011
"Cidadania LGBT e sustentabilidade ambiental: para além do consumo"
Grupo Matizes
Rua Lisandro Nogueira, 1223 - sl. 307 - Centro
86 8816-8121 e 9417-9121
64000-200 - Teresina- PI

sábado, 23 de abril de 2011

AÇÃO ONLINE: Doe vacinas, curtindo a página do Facebook Cinomose Aqui Não

Pela segunda vez, a ASSOCIAÇÃO PIUENSE DE PROTEÇÃO E AMOR AOS ANIMAIS-APIPA foi contemplada no Programa da Merial e WSPA! Faça a sua parte e conheça que bela campanha!Envie para todos os seus contatos! Vamos colocar um fim na cinomose! A APIPA agradece e os animais também!

WSPA - Sociedade Mundial de Proteção Animal Abril 2011

Você pode ajudar com um clique! Curta agora a página do Facebook da Campanha Cinomose Aqui Não!

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Matizes e LBL reunem-se com a Defensora Pública Geral

Matizes e LBL reunem-se com a Defensora Pública Geral

O Grupo Matizes e a Liga Brasileira de Lésbicas - LBL reuniram-se nesta terça-feira (19/04) com a Defensora Pública Geral do Piauí, Norma Brandão Lavenère. Em pauta, a discussão sobre a melhoria dos serviços de assistência judicial prestado pelo Núcleo de Direitos Humanos. Na oportunidade, as duas entidades LGBT entregaram à Defensora Geral um documento, solicitando "que sejam adotadas medidas administrativas necessárias, visando dotar o Núcleo de eficiência e celeridade".

O pedido foi motivado pelas inúmeras e recorrentes reclamações de pessoas LGBT assistidas pelo Núcleo de Direitos Humanos, insatisfeitos com o atendimento sofrível prestado nas demandas judiciais e administrativas. O Matizes e a LBL já receberam denúncias de que há uma demora injustificada no peticionamento tanto em nível administrativo como judicial.

No documento entregue à defensora Norma Brandão, o Matizes e a LBL afirmam que consideram ser o direito constitucional de acesso à Justiça um dos pilares de um estado democrático e de direito.

A Defensoria Pública é uma instituição que visa promover o acesso a justiça às pessoas de menor poder aquisitivo. Além do Núcleo de Direitos Humanos, outros núcleos especializados compõem aquela instituição: Nucleo de Defesa do Idoso, Núcleo de Defesa da Mulher, Núcleo de Defesa da Criança e Adolescente.


VEJA FOTOS DA REUNIÃO NA DEFENSORIA PÚBLICA





Em 21/04/11, 07:

10ª Parada da Diversidade - dia 26 de agosto de 2011
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sábado, 9 de abril de 2011

Lésbicas do Piauí discutem SUS em Brasília

Uma reunião com lideranças lésbicas de 10 Estados está discutindo em Brasília o histórico e os princípios do Sistema Único e Saúde, SUS.


- É a preparação para as conferências de saúde que vão organizar a 14ª Conferência Nacional de Saúde.


O evento será entre os dias 30 de novembro e 4 de dezembro, no Distrito Federal.


O tema será: “Todos usam o SUS! SUS na Seguridade Social, Política Pública, patrimônio do Povo Brasileiro”



O Piauí está representado por quatro militantes da Liga Brasileira de Lésbicas e do grupo Matizes.


Segundo Carmen Ribeiro, Coordenadora do Matizes, as participantes da oficina serão multiplicadoras em seus Estados dos temas tratados na oficinas, realizadas como o apoio do Ministério da Saúde. "


- “Aqui também estamos discutindo mecanismos para a implantação da Política Nacional de Saúde Integral de LGBT, porque é um desejo nosso que essa política saia do papel", afirma.



Em 09/04/11, 10:39


10ª Parada da Diversida - dia 26 de agosto de 2011
"Cidadania LGBT e sustentabilidade ambiental: para além do consumo"
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sexta-feira, 8 de abril de 2011

A TIRINHA QUE EMOCIONOU O MUNDO...

Quando vc era bem pequeno...


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...eles gastavam horas lhe ensinando a usar talheres nas refeições...

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... ensinando você a se vestir, amarrar os cadarços dos sapatos, fechar os botões da camisa..

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Limpando-o quando você sujava suas fraldas lhe ensinando a lavar o rosto a se banhar a pentear seus cabelos...


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...lhe ensinando valores humanos...

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Por isso...

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...quando eles ficarem velhos um dia...e seria bom que todos pudessem chegar até aí (não preciso explicar...não é?)

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...quando eles começarem a ficar mais esquecidos e demorarem a responder...

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...não se chateie com eles...

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...quando eles começarem a esquecer de fechar botões da camisa, de amarrar cadarços de sapato...
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...quando eles começarem a se sujar nas refeições...

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...quando as mãos deles começarem a tremer enquanto penteiam cabelo...

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...por favor, não os apresse...porque você está crescendo aos poucos, e eles envelhecendo...
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...basta sua presença... sua paciência... sua generosidade... sua retribuição...

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...para que os corações deles fiquem aquecidos...

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...se um dia eles não conseguirem se equilibrar ou caminhar direito...

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...segure firme as mãos deles e os acompanhe bem devagar respeitando o ritmo deles durante a caminhada... da mesma forma como eles respeitaram o seu ritmo quando lhe ensinaram a andar...

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fique perto deles...assim como...
cid:D76545AD356A41CABC2D3219877F88C5@CHUNGPC

...eles sempre estiveram presentes em sua vida, sofrendo por você... torcendo por você...

e vivendo "POR VOCÊ"

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Casal de lésbicas pleiteia adoção no Piauí

O casal de lésbicas mantém união homoafetiva estável, iniciada em junho de 2007


O Judiciário Piauiense deve apreciar o primeiro pedido de adoção conjunta no Estado. Através da Defensoria Pública, um casal de lésbicas deu entrada na 1ª Vara da Infância e Juventude da capital com pedido de inscrição no Cadastro Nacional de Adoção.

Segundo a defensora pública Daniela Neves Bona é a primeira vez que um casal ingressa com sua inscrição para entrar na fila do Cadastro Nacional de Adoção em igualdade de condições com um casal heterossexual.

O casal de lésbicas mantém união homoafetiva estável, iniciada em junho de 2007. Uma das conviventes já é mãe adotiva de uma jovem de 22 anos. O casal prefere não se manifestar por enquanto, por entender que é mais recomendável manterem discrição, antes da decisão do Judiciário. O pedido de adoção será acompanhado pelo Grupo Matizes e pela Liga Brasileira de Lésbicas.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Assassinatos de homossexuais quadruplica no Piauí em um ano

Por Anselmo Moura
Foto: Reprodução

O crescente aumento nos casos de crimes cometidos por motivação homofóbica tem preocupado as entidades de defesa dos direitos LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais). No Piauí a história não é diferente e o Grupo Matizes também tem mostrado preocupação com o crescimento da violência contra os homossexuais.

Levantamento feito pelo Grupo Gay da Bahia (GGB) mostra que no Brasil houve em 2010 um aumento de 31% de assassinatos de homossexuais em relação a 2009. Ano passado foram registrados 260 homicídios contra 198 do ano anterior. O estudo mostra ainda, que no Piauí o crescimento da violência foi ainda maior. O número quadruplicou no período de um ano. Passando de dois assassinatos em 2009 para oito em 2011.

De acordo com a presidente do Matizes, Marinalva Santana, apesar do Piauí ter um dos menores números de assassinatos de homossexuais, o Estado está seguindo a tendência brasileira do aumento nos casos de crimes de intolerância.

Ainda segundo Marinalva Santana, os órgãos de segurança pública não estão dando a devida atenção à violência crimes com motivação homofóbica e acabam tratando os casos como crimes comuns.

“Ano passado tivemos pelo menos quatro assassinatos que claramente foram cometidos por questões homofóbicas, mas foram tratados como crimes comuns. Eles deveriam ter sido investigados pela especializada (Delegacia das Minorias), no entanto, a investigação fica a cargo da Delegacia de Homicídios”, afirma Marinalva Santana.

A direção do Matizes afirma já ter procurado a Secretaria de Segurança para tratar do combate à violência contra homossexuais. “Nós ficamos preocupados. Cobramos medidas mais energéticas por que a pessoa que discrimina se confia na impunidade. Muitos acabam discriminando e apostando que ficaram impunes”.


Veja o levantamento feito pelo Grupo Gay da Bahia:

2010

2009


10ª Parada da Diversida - dia 26 de agosto de 2011
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Grupo Matizes
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86 8816-8121
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