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terça-feira, 20 de maio de 2014
sábado, 17 de maio de 2014
Combate à homofobia: ODIA flagra reação de teresinenses ao ver casais gays
O 17 de maio, dia em que atualmente está instituído o Dia Internacional de Combate à Homofobia, tem um caráter de protesto e de denúncia
A homossexualidade deixou de ser considerada uma doença há
24 anos, em 17 de maio de 1990, quando a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou
que “a homossexualidade não constitui doença, nem distúrbio e nem perversão”.
Contudo, o longo tempo em que os homossexuais foram tratados como doentes ou pervertidos,
entre 1948 e 1990, deixou um legado de preconceito e homofobia que persiste e
se materializa em propostas como a Cura Gay.
Apesar do reconhecimento da homossexualidade como mais uma manifestação
da diversidade sexual, as lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais
(LGBT) ainda sofrem, cotidianamente, as consequências da homofobia, que pode ser
definida como o medo, a aversão, ou o ódio irracional, aos homossexuais: pessoas
que têm atração afetiva e sexual por pessoas do mesmo sexo.
Fotos: Elias Fontenele e Alexander Galvão/ODIA
A homofobia se manifesta de diversas maneiras e em sua forma
mais grave resulta em ações de violência verbal e física, podendo levar ao assassinato,
cujos índices já colocaram o Piauí entre os estados com mais mortes por
homofobia em todo o país. A homofobia também é responsável pelo preconceito e
pela discriminação de pessoas LGBT, por exemplo, no local de trabalho, na
escola, na igreja, na rua, no posto de saúde e na falta de políticas públicas
que contemplem a população LGBT.
O 17 de maio, dia em que atualmente está instituído o Dia
Internacional de Combate à Homofobia, além de lembrar que a homossexualidade
não é uma doença, tem um caráter de protesto e de denúncia. O ODIA propôs a
dois casais, de gays e de lésbicas, que se deixassem observar em locais
públicos de Teresina, para que a reação da população fosse flagrada. Foram
muitos os olhares surpresos e às vezes debochados registrados em poucos
minutos. Os casais, ao fim, lembraram: “o olhar de preconceito está sobre nós a
vida inteira”.
ODIA flagra reações
Fim de tarde de uma quarta-feira com temperatura amena em
Teresina. O lugar é o Parque Potycabana. Um rapaz e sua noiva sentam-se na grama
verde do parque e, entre sorrisos e poses, são acompanhados por fotógrafos que
registram os momentos dos jovens que se casarão em breve. Muitas pessoas passam
pelo local e parecem sequer notar a presença dos dois. A alguns metros de
distância, Sandra Sousa e Natália Sousa, 35 e 23 anos, respectivamente, que
trocam beijos e abraços discretos, atraem olhares surpresos.
As reações às duas lésbicas, casadas desde abril do ano
passado, partem de pessoas de várias idades; porém, os mais velhos deixam mais
explícita sua reprovação diante das demonstrações de carinho entre as duas
moças. Os que caminham sozinhos olham uma, duas, três, incontáveis vezes,
talvez para terem certeza de que se trata de duas mulheres demonstrando em
público o amor de uma pela outra. Aqueles que passam em grupo pelo local onde estão
Sandra e Natália costumam fazer comentários uns com os outros que, tentando
disfarçar, olham repetidamente para o casal. Algumas pessoas mudam seu percurso
e se aproximam das duas, observando longamente a cena que, entre homens e mulheres
heterossexuais, é rotineira.
Adiante, Márcio Lopes e Benerval Rocha, de 22 e 23 anos,
respectivamente, conversam abraçados. As reações são ainda mais claras, em
especial dos homens que caminham por perto. As feições demonstram certa
curiosidade pela presença dos rapazes, que mantêm contato físico, embora
discreto, em um espaço público. Muitos comentam com os amigos e alertam para a
presença dos dois, para que observem as mãos dadas e o abraço entre as duas figuras
masculinas.
A reação das pessoas foi observada pela equipe de ODIA por
apenas alguns minutos, entre 17h20 e 18h, da última quarta-feira (14) e foram
muitos os flagras registrados. Os casais, que integram o Grupo Matizes, atuante
em defesa de pessoas LGBT no Piauí, foram ao parque a pedido da equipe de
reportagem e se deixaram observar pelas pessoas, com o objetivo de mostrar o
quanto o preconceito ainda é forte, embora velado, a despeito das campanhas e
iniciativas em prol do respeito à diversidade sexual.
Para Sandra, embora sem reações agressivas ou ofensivas, os
olhares revelam um estranhamento incômodo diante dos casais. Enquanto muitos
consideram normais os olhares surpresos, já que muitos homossexuais se
preservam por medo de agressões ou ofensas, os alvos se dizem incomodados, como
se a troca de carinhos entre duas pessoas, que se amam, fosse algo errado.
“Os olhares para nós duas foram registrados hoje por apenas
alguns minutos, mas nós sentimos isso na pele todos os dias, o dia inteiro”,
diz Sandra.
Ela relata que evita trocar beijos e abraços com Natália em
locais públicos por dois motivos: além do receio de alguma reação homofóbica
violenta ou mais ofensiva, reconhece que a sociedade teresinense ainda não está
preparada para a presença de gays ou lésbicas, claramente assumidos, em locais
públicos.
“Embora eu saiba que isso não tem influência nenhuma sobre a
formação de uma criança, sei também que muitos pais não querem que seus filhos
presenciem, por exemplo, um beijo entre homossexuais. Então, eu evito,
respeito, porque sei que tem gente que não quer ver. Mas eu gostaria de poder
demonstrar em qualquer lugar o meu carinho pela pessoa que eu gosto, como faz
qualquer casal hétero”, desabafa Sandra
Veja a reportagem completa na edição de hoje (17) do Jornal O DIA.
Repórter: Maria Romero
terça-feira, 13 de maio de 2014
sábado, 10 de maio de 2014
Lançamento da campanha “Somos Todxs Defensorxs”
A matiziana Marinalva Santana, em São Paulo, durante gravação de um documentário, com depoimento de defensores de direitos humanos ameaçados de morte.
O material audiovisual é uma das ações da campanha "Somos todxs defensorxs", uma iniciativa desenvolvida pela Plataforma de Direitos Humanos - Dhesca Brasil, pelo Intervozes - Coletivo Brasil de Comunicação e pelo Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH). — com Marinalva Santana.
O material audiovisual é uma das ações da campanha "Somos todxs defensorxs", uma iniciativa desenvolvida pela Plataforma de Direitos Humanos - Dhesca Brasil, pelo Intervozes - Coletivo Brasil de Comunicação e pelo Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH). — com Marinalva Santana.
A campanha é um dos frutos do projeto “Fortalecendo o protagonismo de redes e articulações de direitos humanos no País”, realizado pelo Fundo Brasil
Acontece no dia 7 de maio, em São Paulo, o lançamento da campanha “Somos todxs defensorxs”, uma iniciativa desenvolvida pela Plataforma de Direitos Humanos – Dhesca Brasil, pelo Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação, pela Justiça Global e pelo Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH).
Para marcar o lançamento, uma roda de conversa com ativistas de direitos humanos.
O objetivo da campanha, que é um dos frutos do projeto “Fortalecendo o protagonismo de redes e articulações de direitos humanos no País”, realizado pelo Fundo Brasil, é dar visibilidade a casos de criminalização das defensoras e dos defensores, chamando a atenção para os processos de coeerção e de violação de direitos de comunidades inteiras e seus porta-vozes.
quinta-feira, 8 de maio de 2014
Dia Mundial de Combate à Homofobia
Dia Mundial de Combate à Homofobia: Matizes em ação pela reafirmação de direitos e cidadania LGBT
A ação do Matizes visa entre outros objetivos reivindicar
políticas públicas eficientes para assegurar felicidade e cidadania ao público
LGBT. De forma persistente e autônoma, o
grupo tem atuado, defendido e proposto
junto ao poder público políticas de
educação para diversidade, ações de saúde pública humanizadoras na atenção aos
lgbt, interlocuções propositivas com segurança pública para enfrentamento da
homo-lesbo-tranfobia, interação positiva com a mídia piauiense em busca da
desconstrução de preconceitos e superação de atos discriminatórios.
Para sensibilizar e promover
um diálogo educativo com os teresinenses, o ato contra a homofobia e em favor
da vida digna terá presença de teatro de boneco propondo através dos personagens-protagonistas um
olhar de respeito e convivência salutar com a diversidade humana. Esta ação é
resultado da parceria com a Fundação Monsenhor Chaves.
Também marcará presença no
evento a Delegacia Regional do Trabalho
e Emprego (DRT/PI) para prestar
informações sobre direitos trabalhistas. A Secretaria Municipal do Trabalho,
Cidadania e Assistência Social e o Centro de Referência em Direitos Humanos
integram a atividade através de orientação e divulgação dos serviços prestados
pelas respectivas entidades. A Fundação Wall Ferraz prestará serviço de corte
cabelo, maquiagem e pintura em unha.
Os estudantes de medicina da
Universidade Federal do Piauí/UFPI realizarão o ‘Blitz da prevenção”. Os
acadêmicos desta ação integram o comitê da UFPI da IFMSA, organização
internacional ligada à Organização Mundial de Saúde e Organização das Nações
Unidas. Durante o ato será distribuído
preservativos, gel e folhetos informativo-educativos sobre DST/AIDS
dentre outras ações.
O Centro de Testagem e
Aconselhamento (CTA) também estará presente no ato para realizar orientação e divulgação de informações. Na
ocasião o Matizes distribuirá cartilhas,
folder, folhetos e materiais
educativo-informativos sobre escola e combate à homofobia, legislação municipal
e estadual de combate à discriminação e ações em favor da cidadania LGBT.
Performance musical, artistas de rua magnetizarão os participantes
que circularem pelo evento. A somatória deste conjunto de ações reforça a
sabedoria do poeta “É! A gente quer viver pleno direito/ a gente quer viver
todo respeito/ a gente quer é ser um cidadão”
Dia Mundial de luta contra
Homofobia - Fique Sabendo
O dia mundial contra
homofobia representa uma data importante na luta pelos Direitos Humanos das
pessoas LGBTS. Traduz uma caminhada histórica para construção do respeito e conquista
de direitos.
Depois de décadas de debates, reflexões e pesquisas acadêmicas,
organização e participação ativa do movimento LGBT, a Organização Mundial de
Saúde(OMS), em 17 de maio de 1990, aprovou e oficializou a retirada do Código
302.0 (homossexualismo) da CID (Classificação Internacional de Doença), e
declarou oficialmente que a ‘homossexualidade não constitui doença, nem
distúrbio’.
Este fato traduz uma
conquista histórica de grande relevância para o Movimento LGBT Internacional,
pois contribui para desconstrução de estereótipos, preconceitos e
discriminações que violam a integridade física e psicossocial de pessoas lésbicas, gays, bissexuais,
travestis, transexuais.
A data é para relembrar às
autoridades públicas e governamentais a
importância de implantar com urgência políticas de combate à
homo-lesbo-transfobia. O reconhecimento pela OMS da homossexualidade, identidade de
gênero e bissexualidade como uma das
expressões legitimas da sexualidade foi
um avanço importante, mas é necessário que a
justiça e igualdade se materializem
com a ação dos agentes públicos e empresariais para promover
políticas no campo educacional,
segurança, saúde, emprego e renda, valorização da cultura lgbt.
Por Herbert Medeiros
domingo, 20 de abril de 2014
As muitas faces das transgêneras
Elas, Madalenas', do fotógrafo Lucas Ávila, retrata o universo das trans
Raíssa Lopes - Belo Horizonte (MG)
Travestis, transexuais, drag
queens, transformistas... Todos estamos acostumados a vê-los à noite. Mas, por
quê? O questionamento e a curiosidade sobre o tema levaram o fotógrafo e
jornalista Lucas Ávila à criação da exposição “Elas, Madalenas”, que fica em
cartaz de 9 a 29 de abril no Memorial Minas. A mostra reúne imagens que
retratam o dia a dia das pessoas trans de Belo Horizonte e pretende
desmistificar a ideia de que elas estão sempre ligadas ao sexo e à
prostituição.
As fotografias são resultado
de três anos de pesquisa e convivência do artista com transgêneras de diversas
idades, profissões e classes sociais. “No início, meu projeto daria
visibilidade somente às travestis, então fui falar com Nero, trans lendária na
cidade que possui um salão na Galeria do Ouvidor. Segundo o dicionário, Nero se
enquadraria totalmente nessa definição de ‘travesti’, mas quando cheguei lá,
ouvi ‘eu não sou travesti’. Perguntei qual definição deveria usar e a resposta
foi ‘não sou ele nem ela, eu sou Nero’”. Lucas conta que esse momento foi
extremamente importante para que entendesse melhor questões relacionadas à
identidade de gênero e classificação. “Deu aquele ‘click’. Pensei ‘quem sou eu
para falar que Nero é travesti se nem ele se reconhece assim?’”, declara.
A realização de “Elas,
Madalenas” foi possível a partir de financiamento coletivo online. Orçada em
R$6.500, três dias depois de lançada já havia alcançado o valor necessário.
Após 25 dias, recebeu R$10.830. Mesmo com todo apoio dos internautas, Lucas
encontrou resistência dos museus da capital.
“Fiquei um ano tentando arrumar lugares para expor. Tentei em todos
possíveis, e era sempre a mesma resposta. Os espaços culturais de BH são
engraçados: ou são muito caretas ou dependem de lei de incentivo. Recusavam meu
trabalho porque sabiam que daqui a dois meses chegaria um projeto custeado pela
lei e que pagaria muito mais a eles do que eu poderia pagar”, afirma.
Somente depois de entrar em
contato com o Núcleo de Diversidade de Gênero da Secretaria Municipal de Educação,
que promove parcerias com alguns centros culturais da cidade, o jornalista
conseguiu locação para a mostra. “Nunca quis expor esse trabalho apenas para
pessoas e lugares abertos ao tema. Queria dialogar com o público conversador,
sabe? Ver a minha avó lá. E acho que nada mais conservador que a Praça da
Liberdade”, explica Lucas.
Militância
O jovem menciona que depois
de se aproximar do universo das transgêneras percebeu o quanto o grupo era
marginalizado. “Eu achava que o morador de rua era o que mais sofria com
preconceito, mas não, é a travesti. Vivemos em um sistema capitalista e para
elas nem boa condição econômica é sinal de valorização. As travestis ricas
sofrem a mesma discriminação das que moram na rua”, relata Lucas, que se tornou
militante da causa.
Ele chama a atenção para a
expectativa de vida das travestis - de 35 a 40 anos - e afirma que as
instituições não estão preparadas para acolher pessoas trans. “Se nasci com uma
condição e quero manifestá-la, sou banida da família, da escola, do mercado de
trabalho. O que me resta? Prostituição, tráfico de drogas ou salão de beleza. E
se eu não tenho talento como cabeleireiro?”, questiona.
A partir do seu trabalho, o
fotógrafo deseja que a transgeneridade seja vista com naturalidade. De acordo
com Lucas, são fotos que mostram pessoas trans em casa, varrendo o chão,
executando tarefas cotidianas comuns a todos. A vida de uma travesti que é professora
de tênis na UFMG e de outra que adora caminhar pelo Parque Municipal fazem
parte do acervo.
"Elas, Madalenas"
O nome é uma tentativa de
provocar o pensamento crítico dos espectadores. Segundo Lucas, a personagem
bíblica Maria Madalena sempre foi estigmatizada, assim como as pessoas trans.
“Ela é a pecadora, a apedrejada, mas a Bíblia a reconhece como santa. As
transgêneras também são vítimas do desconhecimento, presas a um estereótipo que
não existe”.
Serviço
A exposição fica em cartaz
de 9 a 29 de abril, com entrada gratuita. O Museu Minas (Praça da Liberdade)
abre todas as terças, quartas, sextas e sábados, das 10h às 17h30, quintas das
10h às 21h30 e domingos, das 10h às 15h30.
Fonte: Brasil de Fato
sábado, 19 de abril de 2014
Grupo Matizes quer retirada de fotos de Wilson Martins e Dilma Rousseff dos órgãos públicos
Segundo o Grupo Matizes, as imagens ficam expostas nas salas de secretários e são facilmente veiculadas na imprensa.
Por terem suas fotos estampadas em espaços privilegiados de órgãos públicos, a tese do Matizes é que essas imagens são caracterizadas como propaganda extemporânea (irregular), o que fere a legislação eleitoral.
De acordo com a coordenadora do Grupo Matizes, Carmem Ribeiro, as imagens dos gestores nas repartições públicas ferem os princípios da impessoalidade e da moralidade da administração pública. Carmem afirma, ainda, que as imagens são veiculadas em sites do governo.
Imagem: Eduardo Marchão
Carmem Ribeiro
“Queremos,
portanto, que sejam retiradas todas as fotos de Wilson Martins e Dilma
Rousseff desses locais pelo fato de representarem propagandas sutis e
subliminares de cunho eleitoral”, afirma Carmem Ribeiro.Na representação, constam, também, imagens de notícias repercutidas no site do Governo do Estado e de secretarias estaduais em que constam as fotos de Wilson e Dilma. Segundo o Grupo Matizes, as imagens ficam expostas nas salas de secretários e são facilmente veiculadas na imprensa.
FONTE:PortalGP1
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