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terça-feira, 12 de julho de 2011

Piauí pode mudar a sua Constituição

A Constituição Estadual do Piauí pode ser modificada nos próximos dias. Isso porque foi apresentado, na Assembleia Legislativa

Foto: ReproduçãoPiauí pode mudar a sua Constituição
Piauí pode mudar a sua Constituição
Edição: Gterra

A Constituição Estadual do Piauí pode ser modificada nos próximos dias. Isso porque foi apresentado, na Assembleia Legislativa, Projeto de Emenda Constitucional (PEC) cujo objetivo é a inclusão do termo “orientação sexual” na lista dos direitos individuais e coletivos dos cidadãos piauienses.

A proposta, de autoria do deputado estadual Fábio Novo (PT), modifica a redação do artigo 3º, inciso III, da Constituição do Piauí, inserindo o termo “orientação sexual” no texto que diz: “são objetivos fundamentais do Estado promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação".

Segundo o deputado estadual Fábio Novo, a PEC precisaria de 10 assinaturas para ser apresentada na sessão plenária da Assembléia Legislativa, mas já conta com o apoio de 15 parlamentares. “Os deputados piauienses se mostram cada vez mais livres de preconceitos e fortalecem nossa luta em favor do respeito e da cidadania, independente de orientação sexual”, disse Fábio Novo.

Para justificar a importância da PEC nº 4 de 2011, o deputado Fábio Novo lembra a decisão do Supremo Tribunal Federal que aprovou, em maio deste ano, por unanimidade, que as pessoas do mesmo sexo que mantenham uma relação estável estão equiparadas à união estável heterossexual. Enfatizou ainda que a própria Constituição Federal, no seu artigo 5º, defende que “todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza”.

Para Carmen Ribeiro, coordenadora geral do Grupo Matizes, a proposição do parlamentar é motivo de muita alegria para os militantes do movimento LGBT no Piauí. "Louvamos a iniciativa do deputado Fábio Novo. Essa proposição foi sugerida por nós, do Matizes, e prontamente aceita pelo deputado, que é nosso aliado de muitas lutas contra o preconceito", afirma a coordenadora.

Agora, o Projeto de Emenda Constitucional segue para tramitação nas comissões da Assembleia Legislativa.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

MADRINHA e PADRINHO DA PARADA - VOTE! ESCOLHA

10ª Parada da Diversidade - dia 26 de agosto de 2011
"Cidadania LGBT e sustentabilidade ambiental: para além do consumo"
Grupo Matizes
Rua Lisandro Nogueira, 1223 - sl. 307 - Centro
86 8816-8121 e 9417-9121
64000-200 - Teresina- PI

domingo, 3 de julho de 2011

Matizes e LBL realizarão 'Carangayjada' para lançamento da 7ª Semana do Orgulho de Ser

O Matizes e a Liga Brasileira de Lésbicas (LBL) promovem “Carangayjada” no próximo dia 10/07 para o lançamento da 7ª Semana do Orgulho de Ser. O evento acontece no Bar Cantinho da Biela a partir da 15h. Para animar a festa, apresentação da cantora Jô Ribeiro, performance de Drag e exibição de clipes e vídeos no telona embalarão os participantes.

Este ano a Semana do Orgulho de Ser terá como tema “Cidadania LGBT e Sustentabilidade Ambiental: para além do consumo”. Um dos objetivos do evento é discutir o papel dos sujeitos LGBT’S em relação à responsabilidade ambiental com o bem-estar do planeta.

Na programação cultural do evento está previsto o show Divas Trans, Mostra de filmes sobre a Diversidade, espetáculo o Lord Gaga, o Concurso Top Drag Teresina, lançamento da Cartilha do Amor de Iguais, Show da Parada e muita

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Ausência de dados sobre aborto preocupa ONG

Ausência de dados oficiais sobre a realização de aborto no Piauí preocupa ONG

Rosângela Talib, coordenadora da ONG paulista Católicas pelo Direito de Decidir (CDD), declarou que não existem dados oficiais sobre a realização dos abortos, permitidos por lei, no Piauí. As informações foram proferidas durante a oficina "Aborto Legal no Brasil", realizada nesta quarta-feira (29), em Teresina, com o apoio do Grupo Matizes.

Segundo a articuladora, apenas a Maternidade Dona Evangelina Rosa possui autorização para a prestação destes serviços no Estado. "Não sabemos quantas pessoas já utilizaram este serviço no Piauí. Não há uma sincronização dessas informações e, consequentemente, as condições destes atendimentos também são desconhecidas", afirma Rosângela Talib.

Para Lourdes Melo, do Partido da Causa Operária (PCO-PI), uma das principais deficiências do Estado é a falta de informação. "Muitas pessoas não sabem que o aborto é permitido quando a gravidez representa risco à vida da mãe, ou quando a gestação é resultado de violência sexual. Por isso, é importante a divulgação massiva desses direitos, senão as mulheres continuaram optando por métodos ilegais de realizar o aborto", defende.

De acordo com o Ministério da Saúde, em todo o Brasil existem apenas 60 equipes especializadas para o atendimento de aborto legal. Sendo que, só em São Paulo, estão 10 destes postos. "Este número é muito pequeno frente às dimensões do país. E, além disto, a maior parte dos atendimentos é feito de forma precária; falta capacitação aos profissionais da área", declara Rosângela Talib.

A coordenadora da CDD revela ainda que os estados de Roraima, Amapá e Tocantins ainda não possuem postos de atendimento ao aborto legal. "Mesmo a legislação brasileira tendo garantido, desde 1940, duas exceções à prática do aborto, ainda existem Estados que não disponibilizam este serviço à população", diz Rosângela Talib.

Despreparo profissional
Durante a oficina "Aborto Legal no Brasil", Rosângela Talib pontua a necessidade que as equipes de atendimento às mulheres que realizam aborto precisam ser formadas por médicos, enfermeiros, psicólogos e assistentes sociais. "Uma mulher que acaba de interromper uma gravidez precisa de acompanhamento psicológico, ela não pode, como vejo em muitas cidades, após a intervenção abortiva seguir para a mesma enfermaria em que estão as mulheres que acabaram de dar à luz. Isto é tortura psicológica", afirma.

Segundo a palestrante, é preciso ainda que este serviço, disponível em hospitais, esteja integrado à Rede Nacional de Atenção Integral para as Mulheres e Adolescentes em Situação de Violência Doméstica e Sexual. "Nas localidades em que esta rede se faz presente, há maior resolutividade nos atendimentos, eles são mais ágeis e eficientes. De acordo com o Ministério da Saúde, esta rede possui 442 postos espalhados pelo Brasil", revela.

Frente a este contexto, Marinalva Santana, militante do Grupo Matizes, confirma a necessidade de levar para a comunidade mais discussões como esta provocada pela ONG Católicas pelo Direito de Decidir. "A mulher tem que decidir pelo aborto de forma racional e não movida por fanatismos religiosos. Por vezes, colocamos culpa na falta de informações sobre os atendimentos legais ao aborto, no entanto, esta questão também está ligada a resistência em procurar estes dados", finaliza.


Extraído de: Tribuna do Sol




sexta-feira, 24 de junho de 2011

Matizes participa da Feira Cultural LGBT de São Paulo


O Matizes marcou presença ontem (23/06) na 11ª Feira Cultural LGBT de São Paulo expondo suas cartilhas, folders e matérias informativos-educativos na tenda do Fundo Brasil de Direitos Humanos(FBDH).



O Fundo Brasil de Direitos Humanos é uma fundação que objetiva contribuir para a promoção dos Direitos Humanos no Brasil além de fortalecer “aqueles que possuam condições de fazer a diferença e de colocar em prática propostas criativas.

Em 2007, o Matizes teve o projeto “Direitos Humanos na Berlinda” financiado pelo FBDH. As ações do projeto visavam ao fortalecimento dos Direitos Humanos e de uma cultura de respeito às Diversidades no Piauí. A cartilha Direito Humanos na Berlinda, uma das ações do projeto, tematizou sobre: conceito e características dos D. Humanos, controle social, Diversidade de gênero, raça e sexual entre outros temas.

A 11ª edição da Feira Cultural LGBT já faz parte do calendário de atividades artísticas-culturais que ocorrem antes da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo. Cinema, moda, música, teatro, mercado rosa, divulgação de informativos de organizações da sociedade civil e governamental estão no caldeirão cultural que agita a feira.



VEJA AS FOTOS DA FEIRA CULTURAL LGBT DE SÃO PAULO






























Em 24/06/11, 16:29

terça-feira, 14 de junho de 2011

Padilha estuda autorizar doação de sangue aos gays; Veja portaria

Grupo realizava protesto em frente ao Hemopi quando foi informado da nova portaria assinada por Alexandre Padilha.

O Grupo Matizes aproveitou o Dia do Doador de Sangue para fazer um novo protesto em frente ao Hemopi contra o impedimento de homens gays e bissexuais serem doadores. Durante o ato, a coordenadora do grupo, Marinalva Santana, recebeu uma ligação do assessor especial do ministrério da Saúde informando que o ministro Alexandre Padilha assinou uma portaria incorporando novos elementos à orientação da Anvisa.


Conheça a nova portaria


Foto: Caroline Oliveira/Cidadeverde.com


Uma das novidades é que a doação é voluntária e autruísta e não se pode criar obstáculos, como orientação sexual. A determinação indica ainda que sejam lançados editais para pesquisa sobre a confiabilidade e segurança do sangue doado.


A portaria indica a abertura de edital para fazer pesquisas para estudar novos mecanismos de abordagem de doação de sangue nos hemocentros.



"Isso sinaliza que o ministro quer alterar a norma da Anvisa, mas precisa de instrumentos legais para alterar a legislação vigente", afirma Marinalva.


O ministério também estuda a possibilidade de reduzir a janela imunológica dos testes. Isso porque hoje o prazo para detectar se a pessoa tem HIV é de 30 dias. A intenção é adotar o sistema usado na França, que detecta a contaminação em até 10 dias.


"Essa era uma das nossas propostas entregues ao ministro Padilha, de criar soluções mais confiáveis para os candidatos à doação de sangue, já que a orientação sexual não pode ser um fator determinante, pois quando um gay que não é efeminado chega e nega ele pode doar normalmente", destaca Marinalva, que disse ainda estar surpresa e feliz com a portaria.


"Para mim é um avanço. A gente não estava esperando por isso. Vamos aguardar a portaria ser baixada. Isso pode acontecer hoje ou amanhã", declara.


Flash de Caroline Oliveira
Redação de Leilane Nunes
redacao@cidadeverde.com