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terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Ministro do STF, Carlos Ayres Britto concluirá parecer a favor do casamento gay

Ministro do Supremo deve dar parecer favorável em processo que pede a aprovação da união gay

O ministro do STF Carlos Ayres Britto é relator de um processo movido pelo governador do Rio de Janeiro, Sergio Cabral, relativo ao casamento gay. Sergio pede no processo que o casamento gay seja validado no Brasil, equiparado em nível judicial ao casamento hétero. O processo corre há pouco mais de um ano no STF, a instância máxima do pode judiciário e, claro, gerará discussões profundas antes de ser votado.

O lado bom é que o STF é pouco sensível à opinião pública, já que toma suas decisões baseadas na Constituição e não no ardor popular. O ministro relator Carlos Britto está debruçado no processo, mesmo em férias, já que seu parecer deve ser entregue em fevereiro. Seu texto está quase pronto, e é dada como certo que seu relatório será favorável ao pedido. Isso é: o ministro deve sugerir que os seus companheiros de corte aprovem o casamento gay no Brasil.


Fonte: Mixbrasil

domingo, 9 de janeiro de 2011

Crucifixo retirado de gabinete pertencia a Lula, diz Planalto

Fonte: Folha de São Paulo

Editora: Rayssa Gon

A Secretaria de Comunicação Social divulgou neste domingo (9) nota no Blog do Planalto para explicar a retirada de um crucifixo e uma Bíblia no gabinete presidencial.

Hoje, reportagem da Folha mostrou que os artigos religiosos haviam sido retirados da sala, recém-transferida para Dilma Rousseff.

A Secom afirma que o crucifixo pertencia ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. De origem portuguesa, seria presente de um artista no início de seu mandato.

No Twitter, Helena Chagas, ministra da secretaria, acrescentou que a peça foi despachada na mudança que levou de Brasília para São Paulo objetos pessoais de Lula.

Quanto à Bíblia, a secretaria afirma que o livro agora fica em uma sala contígua ao gabinete, sobre uma mesa. “Onde por sinal a presidenta já encontrou ao chegar ao Palácio do Planalto”, diz a nota.

Por último, a nota nega que Dilma tenha aposentado o computador da sala.

“Embora goste de trabalhar com laptop, a presidenta não mudou o computador da mesa de trabalho. Continua sendo um desktop.”

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Nota da editora:

Leitores, acho que a grande maioria dos ateus, agnosticos e daqueles que defendem um Estado de fato Laico, ficou muito satisfeita com a noticia publicada pelo mesmo jornal hoje de manhã. Infelizmente, parece que houve um mal entendido e o crucifixo foi retirado, sim, mas para ser devolvido ao seu legitimo dono. De qualquer forma, compartilhamos o que o jornalista e blogueiro Leonardo Sakamoto publicou essa tarde pelo twitter: “a discussão sobre a propriedade do crucifixo é indiferente se ela não repor a peça. O que importa é a existência de símbolos religiosos no gabinete da Presidência da República. Amém. O resto da discussão não muda. O Brasil é bizarro por conta do nosso Estado laico de mentirinha”. O que o leitor achou dessa pequena confusão? O que isso nos diz sobre a laicismo do nosso País? Para qual caminhos e alternativas aponta?

Dilma manda tirar a Bíblia e o crucifixo do gabinete da Presidência

Fonte: Paulopes Weblog

Editora: Rayssa Gon

Em sua primeira semana no Palácio do Planalto, a presidente Dilma Rousseff (foto) mandou tirar do seu gabinete a Bíblia e o crucifixo, o que, talvez, tenha sido a primeira vez que isso ali acorre.

Esse gesto pode ter várias interpretações, entre as quais a sinalização de que ela não aceitará em seu governo a ingerência de religiões e religiosos. O que não houve em sua campanha eleitoral, quando teve de se aproximar de líderes evangélicos e católicos para tentar convencê-los de que não vai se empenhar para a legalização do aborto.

Durante o vale-tudo da campanha, evangélicos acusaram Dilma de ser ateia, o que ela nunca admitiu. Mas certeza mudou o seu senso de religiosidade, ao menos de boca para fora, para não perder parte dos votos que herdou do Lula.

Em 2007, em entrevista à Folha de S.Paulo, ela afirmou ter ficado “durante muito tempo meio descrente”. Em abril de 2010, já em campanha, lembrou ter sido criada no catolicismo e que acreditava em uma força superior. “Estudei em colégio de freira. Sou católica.”

Em um dos seus discursos de posse, Dilma reafirmou o compromisso com a liberdade religiosa, o que seria desnecessário dizer, porque está previsto na Constituição.

A rigor, independente da crença ou descrença de Dilma, a Bíblia, o crucifixo e demais símbolos religiosos deveriam ser retirados não só do gabinete presidencial, mas de todas as repartições públicas, porque o Estado é laico. Também está na Constituição.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Novidades nas lutas LGBT em 2011

Matizes lança a Quadrigay e concurso de reportagem sobre Parada da Diversidade

O grupo Matizes fez um planejamento dos eventos que serão realizadas em 2011.


Eles serão iniciados em janeiro com diversas Oficinas de Formação de Militantes e Planfletagens sobre em Homofobia em escolas públicas e privadas.


Em fevereiro, o grupo participará do Corso do carnaval de Teresina.


Em 17 de maio haverá uma série de atividades para comemorar o dia Mundial de Combate à Homofobia.


No mesmo mês será lançada a campanha da 7ª Semana do Orgulho de Ser e da 10ª Parada da Diversidade.

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- Eles ocorrerão entre 21 e 26 de agosto e teremos um concurso de reportagem sobre o tema – diz Marinalva Santana.


Ela também informa que o tema será Cidadania LGBT e Sustentabilidade Ambiental: para além do consumo.


Em junho, no dia mundial do Orgulho Gay, teremos na praça Pedro II a QuadriGay, uma quadrilha juninha com militantes GLBT.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Próxima novela das nove na Globo terá time de personagens gays

Um é pouco, dois é bom, três é demais, mas seis é melhor ainda. Já sabíamos que a próxima novela das nove na Rede Globo teria um personagem gay, mas agora a emissora revelou: serão pelo menos seis gays - entre eles, uma lésbica.


"Insensato Coração", escrita por Gilberto Braga e Ricardo Linhares, estreia no dia 17 de janeiro na emissora, trazendo em suas tramas uma turma de personagens LGBT - interpretados pelos atores Leonardo Miggiorin (foto), Marcos Damigo, Edson Fieschi, Wendel Bendelack e a hoje veterana Cristiana Oliveira.

Além do quinteto, o personagem Eduardo (encarnado por Rodrigo Andrade) é um rapaz que se descobre gay ao longo da novela. Eduardo é filho de Sueli (Louise Cardoso), dona de um quiosque frequentado por gays em plena praia de Copacabana - uma alusão ao famoso quiosque Rainbow do Posto 6, no bairro carioca.

Coroando essa "galera", Deborah Secco interpreta uma típica "amiga de gay" - uma ex-integrante de reality show e aspirante a famosa, na linha da transtornada manicure Darlene, que ela mesma interpretou na novela "Celebridade" (2003/04), dos mesmos autores.

Para equilibrar os núcleos gays, os autores criaram um personagem homofóbico: Kléber (Cássio Gabus Mendes) terá preconceito contra seu chefe gay, Álvaro (Edson Fieschi).

O novelista Gilberto Braga é um dos mais tradicionais defensores de personagens LGBT nas novelas. Desde "Dancin Days" (1978/79), ele costuma inserir representantes da classe em suas tramas - naquela novela, havia o afeminado mordomo Everaldo (Renato Pedrosa).

Depois disso, em "Brilhante" (81/82), ele criou o gay enrustido Inácio (Dênis Carvalho), que teve dois namorados, interpretados por Buza Ferraz e João Paulo Adour. Em "Vale Tudo" (88/89), atualmente em reprise no canal pago Viva, foi a vez do casal de lésbicas Laís (Cristina Prochaska) e Cecília (Lala Deheizelin), e do mordomo Eugênio (Sérgio Mamberti). E ainda tivemos o casal gay mauricinho interpretado por Carlos Casagrande e Sérgio Abreu, em "Paraíso Tropical" (2007).

Mas sem dúvida, a turma de gays de "Insensato Coração" deve significar um avanço e um recorde, já que tradicionalmente os personagens LGBT das novelas aparecem isolados, sem conviver com outros gays. É aguardar e conferir.


Fonte: A Capa


segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Parada da Diversidade: luta por cidadania

Em entrevista ao jornal Folha de São Paulo, a senadora eleita Marta Suplicy (PT/SP) criticou o desvirtuamento das Paradas no Brasil. Segundo a senadora, o evento tem se caracterizado mais pelo aspecto festivo em detrimento da luta por direitos.


Em Teresina, o Matizes, realizador da Parada da Diversidade, tem apostado em outro formato para celebrar a diversidade sexual. Em primeiro plano está a construção da Semana do Orgulho de Ser como espaço de reflexão, discussão e diálogo para promover a cidadania política das pessoas LGBT’S.

A Semana do Orgulho de Ser é o abre-alas de uma série de atividades multiculturais que colocam na agenda do debate teresinense as múltiplas formas da vivência das homossexualidades. Ao longo das seis edições do evento, discursos acadêmicos, artístico-culturais, políticos e sociais debruçaram-se sobre temas como: ‘Educando para Diversidade’, ‘Família e homossexualidade: respeito e afeto fazem bem à saúde’, ‘Diversidades’, ‘Trabalho e renda: lutas e conquistas em tempo de incerteza’, ‘Conviver com a diversidade faz a diferença’.

A apoteose da Semana do Orgulho de Ser culmina com a Parada da Diversidade circulando pelas ruas cidade para afirmar que ‘toda forma de amor vale a pena’. Neste momento, a festa, com luzes, confetes, serpentinas, fogos de artifício e fantasias, une-se à política num cortejo em que aqueles que se orgulham de viver o amor de iguais protagonizam sua ação politica.


quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Professor é demitido após utilizar texto homofóbico em sala de aula


O professor Raimundo Leôncio Ferraz Fortes, que ministra a disciplina Metodologia da Pesquisa Científica no curso de Serviço Social da Faculdade Ademar Rosado (FAR), em Teresina (PI), foi demitido pela direção da instituição após alunos se queixarem de texto com conteúdo homofóbico.

No texto, intitulado "União Civil entre Homossexuais", o professor diz que o casamento gay "não faz sentido" porque não visa a "procriação". "Em se tratando da 'vida conjugar' entre os homossexuais, constata-se, que, embora o aspecto unitivo se faça presente entre eles, não se realiza o aspecto procriativo já que este decorre da união entre um homem e uma mulher e não entre duas pessoas do mesmo sexo", diz trecho do texto.

O Grupo Matizes, que defende os direitos LGBT em Teresina, enviou ofício à direção da faculdade. A coordenadora do curso, Iris Neiva, manifestou-se sobre o caso e disse que a instituição "não aprova a postura do professor".

"Nós já enviamos cópia do texto para todas as entidades LGBT do Brasil, além de elaborar um documento parabenizando às estudantes pela coragem de, não só se recusar a fazer a prova, mas também de denunciar a atitude homofóbica do professor", diz Marinalva Santana, articuladora da Liga Brasileira de Lésbicas (LBL) no Piauí.


Fonte: A Capa