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domingo, 17 de outubro de 2010

EU TENHO PAVOR - SOBRE ELEIÇÕES 2010



Pessoas de todos os matizes,repasso abaixo esboço de texto q fiz com meus medos. Vcs podem completar... e passar para frente.
Saudações matizianas,Marinalva Santana
EU TENHO PAVOR...
EU TENHO PAVOR de que a Petrobrás, patrimônio do povo brasileiro, seja entregue a preço de banana aos insaciáveis críticos das empresas estatais;
EU TENHO PAVOR de que não existam mais concursos públicos para órgãos federais e que o terror da demissão atormente cotidianamente a vida de nós servidores públicos;
EU TENHO PAVOR de que a moda dos pedágios nas estradas, vinda lá de São Paulo, chegue aqui no Piauí e eu não possa mais viajar para visitar meus parentes no Sul do Estado;
EU TENHO PAVOR de que o Presidente tire o Piauí do mapa do Brasil e passe todo seu mandato nos ignorando;
EU TENHO PAVOR de que o Brasil continue sendo o País dos desdentados;
EU TENHO PAVOR de que as pessoas aposentadas sejam consideradas vagabundas;
EU TENHO PAVOR de as políticas voltadas à população socialmente inferiorizada sejam consideras como motivo de “inchaço da máquina pública”;
EU TENHO PAVOR de que o reconhecimento à luta e à importância do povo negro para nossa História se confunda com o “pé na senzala” do Presidente de plantão;
EU TENHO PAVOR de que o Banco do Brasil e a Caixa Econômica sejam privatizados.

sábado, 9 de outubro de 2010

Eleito pelo PSOL, o ex-BBB Jean Wyllys não quer ser só ex-BBB


Sem vincular o seu passado de Big Brother à política, o jornalista e professor universitário Jean Wyllys elegeu-se deputado federal pelo Rio de Janeiro, apesar de ter obtido apenas 13.018 votos. Ele acabou alçado ao Congresso Nacional pela votação do deputado reeleito Chico Alencar, o escolhido de mais de 240.000 eleitores. Mesmo beneficiado pela carona do colega de partido, Wyllys, critica o critério de divisão de tempo no horário eleitoral gratuito. “Se o partido tivesse me dado algumas das inserções ou mesmo tivesse dividido ao meio o tempo de algumas delas entre o deputado Chico Alencar e eu, minha votação teria sido mais expressiva e, talvez, ajudasse a fazer um terceiro deputado pelo PSOL. Acontece que, para o partido, a reeleição do Chico Alencar era a prioridade”, pondera Wyllys, que ganhou o BBB-5 com 50 milhões de votos, e lamenta o fato de o programa despertar mais interesse que as eleições.

O novo deputado do PSOL reage com bom humor às comparações com o político americano Harvey Milk, primeiro gay assumido a se eleger nos EUA, cuja militância a favor dos homossexuais se notabilizou mundialmente a ponto de ganhar uma cinebiografia estrelada por Sean Penn. “Fico lisonjeado, sou um filho de Milk”, exalta Jean, afirmando que vai lutar pelo direito à adoção de crianças por casais gays e procurar seus pares na defesa dos direitos dos homossexuais, mas que estará no Congresso “para defender o povo brasileiro, independente da opção sexual”.

Você acredita nos políticos?
Em alguns, sim. É preciso parar de alimentar esse senso comum nefasto de que todo político não presta, é corrupto, quer enriquecer ilicitamente e legislar em causa própria. Isso não é verdade. Há políticos ruins, mas há muita gente boa, preparada e honesta.

Você recebeu 13.018 votos nesta eleição a deputado federal contra mais de 50 milhões de votos quando ganhou o BBB 5. Por que tamanha discrepância?
Eu evitei deliberadamente colar minha candidatura à participação no BBB, que foi em 2005. Não queria aparecer como celebridade, que não sou, então as pessoas que votaram em mim fizeram isso necessariamente me associar ao programa. Mas sem dúvida nesta sociedade capitalista e do consumo hedonista, o entretenimento é mais sedutor e prazeroso do que a política. No caso específico do BBB, o clima de melodrama que envolve os realities, seja por conta das histórias de vida em jogo, seja por conta dos conflitos priorizados pela edição, faz com que as pessoas se envolvam mais com eles do que processos eleitorais “sem graça”. Infelizmente, volto a dizer.

A maioria das pessoas que acompanhou sua trajetória na tevê não viu as suas aparições no horário eleitoral gratuito. Para que serve a propaganda eleitoral obrigatória na TV?
O problema não é a obrigatoriedade do programa, mas o tempo que é destinado a cada partido. Como o tempo é dividido de acordo com as bancadas das coligações no congresso nacional ou assembléias, partidos menores e sem coligações como o PSOL têm pouquíssimo tempo no programa eleitoral e nas chamadas inserções nos intervalos comerciais da tevê. No meu caso, como o Chico Alencar era o puxador de legenda do partido, todas as inserções ficaram pra ele, além de ele ter um tempo bem maior que o meu no programa eleitoral, sendo que a grande maioria desliga a tevê na hora deste programa. Se o partido tivesse me dado algumas das inserções ou mesmo tivesse dividido ao meio o tempo de algumas delas entre o deputado Chico Alencar e eu, eu teria uma votação mais expressiva mesmo tendo feito uma campanha ecologicamente correta e, talvez, ajudasse a fazer um terceiro deputado pelo PSOL. Sou a favor do financiamento público de campanha e de regras mais justas na divisão do tempo para contemplar os partidos menores.

Por que você não aceitou doações de pessoas jurídicas nem a ajuda de militantes de aluguel em sua campanha?
O PSOL não aceita doações de pessoas jurídicas por entender que esse tipo de doação pode ser o início da corrupção que vigora nos podres executivo e legislativo. Quem “doa “quer um retorno depois. Quanto a pagar militantes, além de eu ter feito uma campanha de pouquíssimos recursos (quase todos meus e de minha coordenadora), não faz qualquer sentido militante pago; militante milita por ideologia e não por dinheiro. Todos que se engajaram em minha campanha fizeram isso por acreditar em mim e minha causa.

Você também é um notório militante do movimento gay. Qual será a sua primeira medida em benefício aos gays, negros e às outras minorias que você defendeu em sua campanha?
Antes de ser um notório militante do movimento gay, eu sou um defensor dos Direitos Humanos. É como defensor dos Direitos Humanos e das liberdades constitucionais – e, claro, por ser gay assumido, logo, parte de um coletivo com cultura e demandas específicas – que eu abraço as bandeiras do movimento gay. Minha primeira medida será me integrar às comissões de Direitos Humanos e de Educação da Câmara dos Deputados, bem como ampliar a frente parlamentar pela livre expressão sexual, para, a partir daí, legislar em favor das minorias, entre as quais está também o chamado “povo de santo”, tão demonizado e perseguido por cristãos fundamentalistas.

Como você vê a comparação com Harvey Milk, primeiro político assumidamente gay a conquistar um cargo eletivo nos Estados Unidos?
Fico lisonjeado na medida em que sou “filho” de Milk, ou seja, do moderno movimento gay. Sem Milk e outros tantos que conquistaram, a duras penas, as liberdades que hoje gozamos, sem eles, Jean Wyllys não seria possível. Não sei de quem partiu a comparação. Considero-a um tanto exagerada, mas ela me deixa feliz porque admiro bastante a trajetória política de Harvey Milk.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

LADY GAGA SE SOMA A DEFENSORES DE DIREITOS DOS HOMOSSEXUAIS

BOSTON, EUA (AFP) - A cantora pop americana Lady Gaga liderou nesta segunda-feira, pela internet, uma grande manifestação nos Estados Unidos contra uma proibição de que homossexuais declarados possam ingressar no Exército.

A estrela, que se define como bissexual - e é musa da comunidade gay - pediu aos senadores que votem para revogar a norma "Não Pergunte, Não Diga" (Don't Ask, Don't Tell), que obriga os militares gays americanos a calar sobre sua homossexualidade sob pena de serem expulsos do exército.

"Estou aqui porque 'Don't Ask, Don't Tell' é ruim, é injusta, e acima de tudo contraria tudo que nos identifica como americanos", disse Lady Gaga em um parque de Portland, no Maine, estado representado por dois senadores republicanos que podem romper com a tendência de seu partido e votar pelo fim da proibição.

"O verdadeiro problema é o soldado heterossexual que odeia o soldado gay. A lei deveria expulsar o homófobo...", disse a polêmica estrela, que se declara bissexual e é um ícone da comunidade gay.

O Senado americano deve votar, esta terça-feira, um projeto de lei que inclui a revogação da proibição, embora se espere que o senador republicano John McCain se oponha à sua aprovação.

"Votação chave esta terça-feira sobre a revogação da 'Não Pergunte, Não Fale'. Precisamos de 60 senadores. Ligue para seu senador agora", expressou Lady Gaga em seu perfil no microblog Twitter.

Um voto afirmativo de 60 dos 100 membros do Senado seria suficiente para impedir a obstrução que McCain quer exercer.

Fonte: Yahoo! Noticias

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

CAMPANHA PELO VOTO EM FAVOR DA DIVERSIDADE

Pessoas de todos os matizes,
Continuamos nossa campanha pelo voto em favor da diversidade!
Até agora, somente 06 candidat@s assinaram compromisso de defender a bandeira da diversidade.

CANDIDAT@S QUE JÁ ASSINARAM COMPROMISSO COM A BANDEIRA DA DIVERSIDADE:

DEPUTADA(O) ESTADUAL:
ALEXIS LEITE - PSOL - 50.111
CARLA RAMOS - PTdoB - 70.370
MARCUS SABRY - PSDB - 45.567
ZENAIDE LUSTOSA - PT - 13013

DEPUTAD@ FEDERAL:
DANIEL SOLON - PSTU - 1616
MADALENA NUNES - PSOL - 5051

CARTA ABERTA À POPULAÇÃO LGBT DE TERESINA


Prezad@s LGBTs de Teresina,
Em 2010, mais uma vez teremos eleições gerais para Presidente, Governador(a), Senador(a), Deputado(a) Federal e Deputado(a) Estadual. Até outubro, seremos cortejadas(os) por candidatas(os) das mais variadas matizes ideológicas e partidárias, afinal, somos uma parcela expressiva do eleitorado piauiense. Por isso, muitas promessas mentirosas e sem sentido agredirão nossos ouvidos.
Cuidado com as(os) hipócritas que dizem nos apoiar, mas se recusam a participar de eventos como a Parada da Diversidade, o Dia do Orgulho LGBT, o Dia da Visibilidade Lésbica e o Dia de Luta das Travestis.
Candidatas(os) que, realmente, são comprometidas(os) com a bandeira da diversidade não têm medo de se manifestar publicamente a favor da efetivação dos direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais. LGBT consciente não se ilude com falsas promessas e vota a favor da diversidade.
VOTAR A FAVOR DA DIVERSIDADE É ESCOLHER CANDIDATAS(OS) QUE...

....se proponham, abertamente, a colocar seus mandatos a favor da implementação ações que contribuam para o enfrentamento da discriminação contra mulheres, negras(os), pessoas com deficiência, idosas(os) e todos os outros grupos socialmente inferiorizados;
...não se envergonham de levantar (e segurar!) a bandeira e vestir a camisa em favor da diversidade sexual;
...respeitam a liberdade religiosa e combatem a discriminação contra as religiões de matriz africana;
...saibam separar suas convicções religiosas das suas ações como agente público;
... procuram conquistar seu voto através do convencimento e da apresentação de propostas - e não através do poderio econômico e troca de favores;
... tenham ficha limpa.
Votar a favor da diversidade faz a diferença!